Preços do algodão sobem em todo o mundo

Os preços de referência internacionais do algodão aumentaram no último mês, com o maior incremento a registar-se na China, mas também na Índia e no Paquistão. As previsões anteveem ainda uma menor produção e utilização pelas fiações e um incremento do comércio mundial.

De acordo com a publicação Cotton Market Fundamentals & Price Outlook de novembro, da Cotton Incorporated, os contratos futuros de dezembro em Nova Iorque subiram de 0,67 dólares para 0,72 dólares por libra (de cerca de 0,56 euros para 0,61 euros) no final de outubro. Mais recentemente, os preços baixaram para 0,70 dólares por libra. O Cotlook’s A Index aumentou de 0,73 para 0,76 dólares por libra no último mês, indica o relatório.

Em termos internacionais, o China Cotton Index subiu de 0,88 dólares para 1 dólar por libra. Em termos domésticos, os valores aumentaram de 12.900 yuans para 14.500 yuans (de 1.655,6 euros para 1861 euros) por tonelada.

Uma parte dos ganhos nos preços na China foi atribuída à especulação. Contudo, os especuladores fazem negócios por um motivo e foi dada uma gama variada de explicações potenciais. Estas incluem preocupações com a disponibilidade de fibra de elevada qualidade nas fábricas chinesas, as condições meteorológicas em Xinjiang, que poderão afetar a colheita doméstica e uma proibição não oficial da fibra australiana, que poderá limitar o acesso a algodão de qualidade do país.

Já os preços na Índia registaram um incremento de 0,66 dólares para 0,69 dólares por libra em termos internacionais, e os do Paquistão aumentaram de 0,69 dólares para 0,74 dólares por libra.

Menos produção, mais comércio

O mais recente relatório do departamento de Agricultura dos EUA revelou pequenas reduções na produção mundial (menos 158 mil fardos, para 116,1 milhões de fardos) e nas estimativas para a utilização pelas fiações (menos 158 mil fardos, para 114,1 milhões de fardos) para 2020/2021. Um aumento nas projeções para a colheita no Brasil de 2019/2020 (mais 330 mil fardos, para 13,8 milhões de fardos) e pequenas outras pequenas mudanças nos números históricos fizeram com que os stocks iniciais em 2020/2021 tivessem aumentado (mais 378 mil fardos, para 99,6 milhões de fardos).

[©Pixabay]
Por países, os maiores aumentos nas estimativas para a produção em 2020/2021 incluem a Austrália (mais 400 mil fardos, para 2,5 milhões de fardos), a China (mais 250 mil fardos, para 27,5 milhões de fardos) e o Uzbequistão (mais 150 mil fardos, para 3,5 milhões de fardos).

As maiores reduções deverão ser sentidas no Paquistão (menos 800 mil fardos, para 5 milhões de fardos) e no Turquemenistão (menos 110 mil fardos, para 900 mil fardos). Apesar da série de furacões, as estimativas para a produção nos EUA mantiveram-se praticamente inalteradas, com uma pequena revisão em alta de mais 47 mil fardos, mantendo a previsão para a colheita dos EUA em 17,1 milhões de fardos.

As previsões mundiais de comércio foram igualmente revistas em alta: mais 605 mil fardos, para 42,8 milhões de fardos. As maiores alterações ao nível das estimativas de importações incluíram o Paquistão (mais 500 mil fardos, para 4,3 milhões de fardos) e a Turquia (mais 300 mil fardos, para 10 milhões de fardos). Nas exportações, as maiores mudanças estão associadas às previsões para o Brasil (mais 300 mil fardos, para 10 milhões de fardos), para a Austrália (mais 200 mil fardos, para 1,5 milhões de fardos) e para o Uzbequistão (mais 100 mil fardos, para 300 mil fardos).

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