Richemont e Alibaba apostam na Farfetch

O grupo suíço do luxo Richemont e a gigante chinesa de comércio eletrónico Alibaba vão investir, em conjunto, aproximadamente de 470 milhões de euros no novo projeto da Farfetch para o mercado do Império do Meio.

O Richemont revelou que a parceria com a Alibaba para investir na plataforma de comércio eletrónico criada pelo português José Neves vai impulsionar ainda mais as vendas na China, o mercado onde regista o maior crescimento e também o mais rápido.

«Ou és um disruptor ou um disruptivo e eu odeio ser o último», admite Johann Rupert, presidente do grupo suíço e acionista maioritário, citado pela Reuters.

Assim como o LVMH, Kering e Hermès, o Richemont verificou uma melhoria nas vendas no trimestre terminado a setembro, depois de uma quebra resultante da pandemia, pelo que está a tentar capitalizar a forte procura no mercado chinês por artigos de luxo e também o boom das vendas online.

O segundo maior grupo de luxo a nível mundial revelou que as vendas baixaram apenas 2% no último trimestre à medida que os consumidores chineses passaram a fazer compras no mercado interno e online. De acordo com o diretor financeiro Burkhart Grund, o Richemont voltou a registar um crescimento em agosto, uma evolução que se manteve em outubro,

As marcas de joalharia do grupo, Cartier e Van Cleef & Arpels, verificaram uma margem operacional superior a 30% no primeiro semestre, o que limitou a queda do lucro líquido, que foi de 82%, um valor inferior ao esperado, para cerca de 159 milhões de euros.

As ações do Richemont evidenciaram uma queda que atingiu quase os 17% e já subiram 8,3%.

O analista Thomas Chauvet congratulou o desempenho alavancado pela joalharia, pela China e pelo controlo de custos, e afirmou que o acordo com a Farfetch vai ajudar a acelerar a digitalização no luxo.

Johann Rupert [©BusinessTech]
As vendas na China cresceram 83% no primeiro semestre fechado a 30 de setembro, uma percentagem que ultrapassou a dos EUA, o maior mercado do grupo.

Na decisão, que aposta no mercado chinês, dos dois grupos gigantes, o crescimento online e do comércio eletrónio desencadeado pela pandemia, originou a parceria, indica Johann Rupert. «É um reset para todos nós, não apenas uma pausa e queríamos ter a certeza de que éramos líderes nessa área», sublinha o presidente do Richemont, destacando ainda que o acordo vai proporcionar ao dono da Cartier a tecnologia que necessita, mas não mostra interesse numa fusão ou até mesmo aquisição da Farfetch. «Estamos a lidar com uma empresa de capital aberto que esperamos que permaneça independente», aponta.

O Richemont tem já um negócio conjunto com a Alibaba, firmado em 2019que resultou na abertura de uma loja principal Net-A-Porter no Tmall Luxury Pavilion da Alibaba, uma plataforma dedicada a marcas de luxo e moda.

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